quinta-feira, 1 de abril de 2010

Há tempos tive um sonho...

A noite invade sala, quarto e minha metade que repousa num respirar constante e cheio de vida. Ele deve sonhar todo tipo de barbaridade mas amanhã ele não lembrará suas desventuras oníricas. Seus filtros ainda (ou enfim) são bastante eficientes.

Os meus não. Nunca foram. Ainda bem.

Enquanto escuto o suave ronronar, aqui dentro, incessante e incansavelmente, tamborilam mil pensamentos. Tenho andado viva demais; choro e rio aos montes; perco o controle e encontro tantas possibilidades; inspiro e trago feito fumaça informação demais. Engasgo?

Enquanto a TV insiste em me atrair, me dedico à leitura, que redescoberta vira hábito. Faço a cuca trabalhar contínua (mente) e da forma mais saborosa: misturo conhecimento e curiosade.
Aqui e acolá revisito sensações e conheço novas formas de expressão. Cabeça a milhão, coração a bilhão, alma... enriquecida.

O tal do pensar não deixa minha imaginação em estado de latência; me faz engolir as notícias e as estrelas, que são só aperitivo pro que vem a seguir e pelo que anseio tanto.

Quando chegar o momento desta metade inquieta fechar olhos e boca, a mente irá proporcionar verdadeiras surpresas embrulhadas em caixinhas: roupas coloridas para travestir a alma e sabores inusitados que vazam como água, gota a gota, pelos filtros desse (in) consciente só para relembrar e inventar essências. Só para me redescobrir em sonho.

Lá vou eu.

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