Tivemos que entregar o apartamento e não tínhamos mais para onde ir. Não havia imóveis para locação e nos mudamos então para a casa da secretária da minha chefe, a Aline.
A casa era bem simples, mas tinha 4 portas que davam para a rua. E nenhuma delas tinha tranca, embora o bairro tivesse alto índice de criminalidade. Eu chegava do trabalho e ficava sozinha por horas, neurótica, de porta em porta. Obsessiva.
Dormíamos no chão, comíamos os restos e éramos tratados como não se deve tratar nenhum ser vivo. O pai da Aline era escrotíssimo, não perdia oportunidade de nos xingar e descia o verbo em todos ali sempre que estava alcoolizado - Leia-se a todo momento.
Não suportei aquela situação e numa madrugada fria, de repente, mais que sugeri, intimei o Bruno a fugirmos pelo portão da frente. Assim fizemos, com a ajuda do irmão da Aline.
Pedi meu emprego antigo de volta para a Lilian, que me recebeu de braços abertos. Liguei para a Jacaré me desculpando por deixa-la na mão, mas expliquei meus motivos e ela entendeu que a situação era insustentável.
No final de semana estou em Itape, na Cesário Mota, 430. Toca a campainha, as meninas, enlouquecidas, saem para a rua assim que abro a porta. Niki, Kittry e Bibiana.
Já na soleira da porta, em pé, está o pai da Aline, o homem inescrupuloso, tentando me convencer que eu tinha me precipitado e que tudo seria diferente, que eu não deveria te-lo levado a mal e não queria que meus pais tivessem uma imagem errada dele.
_ Tarde demais_ eu disse. Mesmo que você tenha dirigido sua velha Brasília branca de Maringá até aqui não há mais como mudar o que aconteceu.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Mais uma festa (Do dia 21 de abril)
É como diz o título, mais uma festa.
Os amigos estão presentes, Bru, Máfer, Zé, Cainho, Patrícia Bette, Pri, Daniel e Gabriel.
Me lembro de um corredor escuro com pesadas portas de madeira, de uma piscina deliciosa e da bebedeira que rolava.
Lembro também que, em conversas particulares, eu dava conselhos bastante sábios aos amigos.
E lembro que o Daniel era professor de história.
Os amigos estão presentes, Bru, Máfer, Zé, Cainho, Patrícia Bette, Pri, Daniel e Gabriel.
Me lembro de um corredor escuro com pesadas portas de madeira, de uma piscina deliciosa e da bebedeira que rolava.
Lembro também que, em conversas particulares, eu dava conselhos bastante sábios aos amigos.
E lembro que o Daniel era professor de história.
Do dia 20 de abril
É casamento do Nando e da Núbia na garagem da Dona Leila.
Eu usava uma calça de moletom cinza, queria ir pra casa pra trocar de roupa, mas todos ali usavam jeans.
Minha mãe, totalmente sem noção, disse para a noiva que ela estava muito barriguda, como teria coragem de casar assim?
Depois disso a Núbia só chorava, não queria mais casar.
O Bruno estacionou na rampa e entramos na loja de animais. Ele me deu de presente uma yorkshire linda. O preço dela, R$ 190,00. O Bru entregou R$ 200 mas eles voltaram o troco errado, R$ 70,00.
Não gostei da cara da loja e nem da cara dos donos dela. Pra todo lado que eu olhava eu via uma caminha de cachorro vazia, com uma espécie de lápide para cada animal que já tinha morrido. E todos tinham morrido bastante jovens.
Eu usava uma calça de moletom cinza, queria ir pra casa pra trocar de roupa, mas todos ali usavam jeans.
Minha mãe, totalmente sem noção, disse para a noiva que ela estava muito barriguda, como teria coragem de casar assim?
Depois disso a Núbia só chorava, não queria mais casar.
O Bruno estacionou na rampa e entramos na loja de animais. Ele me deu de presente uma yorkshire linda. O preço dela, R$ 190,00. O Bru entregou R$ 200 mas eles voltaram o troco errado, R$ 70,00.
Não gostei da cara da loja e nem da cara dos donos dela. Pra todo lado que eu olhava eu via uma caminha de cachorro vazia, com uma espécie de lápide para cada animal que já tinha morrido. E todos tinham morrido bastante jovens.
Do dia 19 de abril
Uma Editora Abril de proporções gigantescas. E a tradicional feirinha rolando térreo. Só que dessa vez era uma feirona.
Roupas, colchões, lençóis, jeans, bolsas, toalhas, sapatos... tudo estava à venda.
Eu já estava no caixa com 1 jaqueta marrom, 2 cintos e 1 bolsa. Conta final: R$ 409,00. Tenho que deixar alguma coisa, não tenho dinheiro pra tudo isso. Tiro a bolsa, menos R$ 209,00 e quando percebo, saí da loja com a jaqueta por baixo de outra blusa que estava vestindo e só paguei pelos 2 cintos. Roubei, mas não foi na maldade. Mesmo.
Encontro Paula, Bruna e meus pais no carro. Vamos rumo a uma mansão onde acontece uma festa. No caminho, conforme vamos conversando, percebemos que para cada frase pronunciada ali revela uma verdade inconveniente. Nisso, a Paula descobre coisas sobre seu namorado e fica bem chateada. Mas logo logo ela estará bem longe dele.
De repente somos eu e o Bru seguindo para a festa. Ao chegarmos nos deparamos com tanta gente...Mariana e Danilo ainda de pijamas, pelo visto o pessoal está ali desde o dia anterior. Biri, Máfer, Carol, Kiese, Zé Eduardo, Carol Villas Boas...é tanta turma diferente que não tem como não se sentir em casa.
O lugar é absolutamente encantado. A casa, enorme, construída num formato inusitado, tem altíssimas paredes cor de cimento queimado onde o concreto desenha cantos arredondados. Suas altas e majestosas paredes abrigam janelas e portas abertas para receber o ar puro do campo. Há sacadas por toda a volta do 1º andar e colunas definem os limites da sala de jantar externa, onde uma mesa comprida e pesada convida para um bate papo entre muitos amigos.
Em volta das colunas crescem trepadeiras de várias espécies. Flores brancas, amarelas e laranjas. À frente, um lago com patos e patinhos, e em todos os lugares, muitas borboletas.
É simplesmente o lugar dos meus sonhos.
Roupas, colchões, lençóis, jeans, bolsas, toalhas, sapatos... tudo estava à venda.
Eu já estava no caixa com 1 jaqueta marrom, 2 cintos e 1 bolsa. Conta final: R$ 409,00. Tenho que deixar alguma coisa, não tenho dinheiro pra tudo isso. Tiro a bolsa, menos R$ 209,00 e quando percebo, saí da loja com a jaqueta por baixo de outra blusa que estava vestindo e só paguei pelos 2 cintos. Roubei, mas não foi na maldade. Mesmo.
Encontro Paula, Bruna e meus pais no carro. Vamos rumo a uma mansão onde acontece uma festa. No caminho, conforme vamos conversando, percebemos que para cada frase pronunciada ali revela uma verdade inconveniente. Nisso, a Paula descobre coisas sobre seu namorado e fica bem chateada. Mas logo logo ela estará bem longe dele.
De repente somos eu e o Bru seguindo para a festa. Ao chegarmos nos deparamos com tanta gente...Mariana e Danilo ainda de pijamas, pelo visto o pessoal está ali desde o dia anterior. Biri, Máfer, Carol, Kiese, Zé Eduardo, Carol Villas Boas...é tanta turma diferente que não tem como não se sentir em casa.
O lugar é absolutamente encantado. A casa, enorme, construída num formato inusitado, tem altíssimas paredes cor de cimento queimado onde o concreto desenha cantos arredondados. Suas altas e majestosas paredes abrigam janelas e portas abertas para receber o ar puro do campo. Há sacadas por toda a volta do 1º andar e colunas definem os limites da sala de jantar externa, onde uma mesa comprida e pesada convida para um bate papo entre muitos amigos.
Em volta das colunas crescem trepadeiras de várias espécies. Flores brancas, amarelas e laranjas. À frente, um lago com patos e patinhos, e em todos os lugares, muitas borboletas.
É simplesmente o lugar dos meus sonhos.
Feito tatuagem (do dia 17 de abril)
O Bru, completamente sem noção, pede para o tatuador fazer uma tatuagem enorme nas suas mãos.
_ Mas você é dentista!
_ E por que você não disse antes?_ Retruca ele em frente a pia, já esfregando freneticamente as mãos com bombril para que a tattoo recém começada se apagasse.
Ele decide então fazer na perna. De tão cansada, adormeço, quando dou por mim, a tattoo já está pronta.
Não existe contorno nem cor, parece mesmo uma cicatriz em forma de um estranho desenho que se completa ao unir as 2 pernas. Parece um lutador japonês.
_ Mas você é dentista!
_ E por que você não disse antes?_ Retruca ele em frente a pia, já esfregando freneticamente as mãos com bombril para que a tattoo recém começada se apagasse.
Ele decide então fazer na perna. De tão cansada, adormeço, quando dou por mim, a tattoo já está pronta.
Não existe contorno nem cor, parece mesmo uma cicatriz em forma de um estranho desenho que se completa ao unir as 2 pernas. Parece um lutador japonês.
Do dia 16 de abril
Numa estrada de terra eu passo de carro e vejo uma menina estranha parada no acostamento. Parece uma pobre menina desequilibrada.
Paro para ver se está tudo bem e antes que eu consiga abrir a porta ou o vidro, ela começa a chutar e emurrar tudo o que vê pela frente, inclusive o Corsinha. E grita!
A menina tem traços indígenas, cabelos longos e negros e usa um vestido vermelho. Qual o porquê de tanta agressividade?
Dou meia volta sem coragem de seguir em frente sozinha. Horas depois volto pelo mesmo caminho acompanhada por meu pai e minha mãe. Agora chove forte, mas ela ainda está lá, parada como um poste. Dessa vez ela não se move, não grita e nem se exalta. Só fica observando da beira da estrada.
Quilometros depois chegamos a uma antiga e belíssima casa de campo. Móveis do século XIX e pesadas cortinas compõem a decoração primorosa. A luz entra pelas janelas coloniais, perfeita para as fotos do catálogo.
Uso jeans e uma linda camisa marrom, tem pessoas espalhadas por todos os cômodos, esperando para serem fotografadas pelo meu pai, que segue pacientemente um roteiro.
Então estamos em uma praia. O Bruno vai para a cidade vizinha encontrar os amigos, eu fico sentada, admirando o mar de cima de uma plataforma.
Vejo uma sombra, 2...3...logo são várias. As baleias estão mesmo animadas! Saltam e jogam pelo ar jatos de água. Caiçaras se juntam a elas naquela água cristalina e começam uma elaborada e sincronizada coreografia. Logo a plateia é grande e os aplausos são ouvidos de muito longe. Um verdadeiro espetáculo.
Encontro a Vivian, a Carol Demarch e a Pri. A Carol, egoísta, me mostra que tem 2 pares de luvas, enquanto eu não tenho mais nenhum. Ela vai tomar banho e não demora nada para comentarmos sobre sua atitude. O banheiro é ali do lado, ela ouve nossos comentários e solta uma bronca direcionada.
Logo depois o Bru e o Tessa chegam, bem doidões. O Bruno diz que experimentaram umas coisas diferentes... drogas alucinógenas, na certa. Não me desgasto ficando brava, só questiono como o Tessa permitiu que ele ficasse nesse estado...ele nem consegue me responder.
Volto então para as baleias. assim ocupo melhor o meu tempo.
Paro para ver se está tudo bem e antes que eu consiga abrir a porta ou o vidro, ela começa a chutar e emurrar tudo o que vê pela frente, inclusive o Corsinha. E grita!
A menina tem traços indígenas, cabelos longos e negros e usa um vestido vermelho. Qual o porquê de tanta agressividade?
Dou meia volta sem coragem de seguir em frente sozinha. Horas depois volto pelo mesmo caminho acompanhada por meu pai e minha mãe. Agora chove forte, mas ela ainda está lá, parada como um poste. Dessa vez ela não se move, não grita e nem se exalta. Só fica observando da beira da estrada.
Quilometros depois chegamos a uma antiga e belíssima casa de campo. Móveis do século XIX e pesadas cortinas compõem a decoração primorosa. A luz entra pelas janelas coloniais, perfeita para as fotos do catálogo.
Uso jeans e uma linda camisa marrom, tem pessoas espalhadas por todos os cômodos, esperando para serem fotografadas pelo meu pai, que segue pacientemente um roteiro.
Então estamos em uma praia. O Bruno vai para a cidade vizinha encontrar os amigos, eu fico sentada, admirando o mar de cima de uma plataforma.
Vejo uma sombra, 2...3...logo são várias. As baleias estão mesmo animadas! Saltam e jogam pelo ar jatos de água. Caiçaras se juntam a elas naquela água cristalina e começam uma elaborada e sincronizada coreografia. Logo a plateia é grande e os aplausos são ouvidos de muito longe. Um verdadeiro espetáculo.
Encontro a Vivian, a Carol Demarch e a Pri. A Carol, egoísta, me mostra que tem 2 pares de luvas, enquanto eu não tenho mais nenhum. Ela vai tomar banho e não demora nada para comentarmos sobre sua atitude. O banheiro é ali do lado, ela ouve nossos comentários e solta uma bronca direcionada.
Logo depois o Bru e o Tessa chegam, bem doidões. O Bruno diz que experimentaram umas coisas diferentes... drogas alucinógenas, na certa. Não me desgasto ficando brava, só questiono como o Tessa permitiu que ele ficasse nesse estado...ele nem consegue me responder.
Volto então para as baleias. assim ocupo melhor o meu tempo.
Do dia 15 de abril
É apresentação do Danilo Gentilli no Venâncio em Itapê. Bru, eu, Cá, Cuco, Rô, Fer, Gui e Tu.
Muitas gargalhadas incontroláveis.
Falamos sobre dinheiro e compras. tem gente que pensa que R$ 39,90 tá mais pra 30 que pra 40.
Muitas gargalhadas incontroláveis.
Falamos sobre dinheiro e compras. tem gente que pensa que R$ 39,90 tá mais pra 30 que pra 40.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Maçarico
Praia sem areia. No lugar, um deck de madeira, mesas, caipirinhas de diferentes sabores e muitos amigos - Alê, Zé, Kris, Piruka, Diego, Bru...
O mar estava preso por um muro baixo, era privativo. As ondas podiam ser programadas. Invadiam o deck, quem quisesse se refrescar podia ficar ali mesmo.
_ Vamos pegar onda?? Eles alugam pranchas aqui!
_ Mas como??? Esse mar é uma piscina, cercado por todos os lados.
É só pedir, os garçons fazem a mágica acontecer.
O mar começa a ganhar vida, ondas suntuosas se formam e a galera comça a cair na água.
O segredo?
Esquentar o mar com maçarico, claro.
O mar estava preso por um muro baixo, era privativo. As ondas podiam ser programadas. Invadiam o deck, quem quisesse se refrescar podia ficar ali mesmo.
_ Vamos pegar onda?? Eles alugam pranchas aqui!
_ Mas como??? Esse mar é uma piscina, cercado por todos os lados.
É só pedir, os garçons fazem a mágica acontecer.
O mar começa a ganhar vida, ondas suntuosas se formam e a galera comça a cair na água.
O segredo?
Esquentar o mar com maçarico, claro.
O avesso do avesso do avesso
Estávamos em Recife. Uma Recife diferente, com antigas e dantescas construções, que datavam de muitos e muitos séculos atrás. Lugar lindo, porém abandonado, sem nenhuma conservação. Os prédios eram habitados por gente de todo tipo. Mendigos, bandidos e viciados dividiam o espaço com toneladas de lixo.
Tudo aconteceu como se seguíssemos um roteiro determinado.
Lari, eu e um sujeito de rosto desconhecido, por quem ela estava perdidamente apaixonada, passeávamos por esses campos, sem nos poupar de sentir os piores odores que vinham do escuro e assitir à feiúra degradante da (des)humanidade.
Eles se beijavam a todo instante, andavam de braços dados e se agarrando sem censura. Ela foi comprar um sorvete de baunilha, ele se declarou para mim.
Não sabia mais como agir. Depois do sorvete, completamente incontida, Lari foi comprar Vodka, queria um porre fenomenal para comemorar o que sentia.
Se embebedou só.
Embriagada ela dorme profundamente. Ele, sem escrúpulos, invade meu quarto sem esperar meu consentimento. Não consigo (nem quero) resisitir. Deixo que os instintos aflorem em liberdade sem medir consequências. E é bom demais. Ele tem pegada, sabe sorrir e fazer aquilo tudo parecer tão certo...
O dia seguinte é normal em todos os sentidos. Vou encontrar a Biri, preciso desabafar esse grito daqui de dentro. Ela ouve com calma, sem tecer sequer um comentário enquanto conto os detalhes mais sórdidos e saborosos da noite anterior. De repente a sensação de culpa me abate violenta- eu conheço bem aquele silêncio taxativo, sei que ela não aprova minhas atitudes, minha fraqueza.
Na noite seguinte tranco a porta do quarto.
Tudo aconteceu como se seguíssemos um roteiro determinado.
Lari, eu e um sujeito de rosto desconhecido, por quem ela estava perdidamente apaixonada, passeávamos por esses campos, sem nos poupar de sentir os piores odores que vinham do escuro e assitir à feiúra degradante da (des)humanidade.
Eles se beijavam a todo instante, andavam de braços dados e se agarrando sem censura. Ela foi comprar um sorvete de baunilha, ele se declarou para mim.
Não sabia mais como agir. Depois do sorvete, completamente incontida, Lari foi comprar Vodka, queria um porre fenomenal para comemorar o que sentia.
Se embebedou só.
Embriagada ela dorme profundamente. Ele, sem escrúpulos, invade meu quarto sem esperar meu consentimento. Não consigo (nem quero) resisitir. Deixo que os instintos aflorem em liberdade sem medir consequências. E é bom demais. Ele tem pegada, sabe sorrir e fazer aquilo tudo parecer tão certo...
O dia seguinte é normal em todos os sentidos. Vou encontrar a Biri, preciso desabafar esse grito daqui de dentro. Ela ouve com calma, sem tecer sequer um comentário enquanto conto os detalhes mais sórdidos e saborosos da noite anterior. De repente a sensação de culpa me abate violenta- eu conheço bem aquele silêncio taxativo, sei que ela não aprova minhas atitudes, minha fraqueza.
Na noite seguinte tranco a porta do quarto.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Cabeça
As aulas já iam começar. Vesti uma roupa confortável, marrom e bege e arranquei um elogio do meu pai.
Gostoso reencontro da galera, mas não eram meus amigos da faculdade e sim os do colégio que estavam lá. Biri, Daniel, Gabriel... delícia colocar o papo em dia.
Na hora de ir pra casa, de novo, não reconheço São Paulo e não chego nunca à rua Corinto.
No carro com minha mãe, sentindo dores horríveis de cabeça. Afasto os cabelos das têmporas e um pequeno buraco se abre, de lá saem 2 mini lagartas, bem parecidas com aquela do País das Maravilhas!
Assustada vou pra Itapê. É festa na casa nova da Dinda, piscina no meio da sala, muitas pessoas presentes. Já é fim do fim de semana, hora de voltar pra capital. Tenho companhia na carona- Vó Maria, Tia Lila, Camilinha. Quero também levar a Vivan, faz tempo que a gente não se vê. Ligo pra ela de um telefone que ora fica mudo, ora responde... ela aparece mesmo assim, entendeu meus pensamentos.
Carro cheio, malas prontas, noite escura, chove forte. Camilinha se irrita com a minha enrolação, deveríamos ter saído à tarde. Ela surta e a vítima, claro, sou eu- ela me dá um tiro na cabeça.
Gostoso reencontro da galera, mas não eram meus amigos da faculdade e sim os do colégio que estavam lá. Biri, Daniel, Gabriel... delícia colocar o papo em dia.
Na hora de ir pra casa, de novo, não reconheço São Paulo e não chego nunca à rua Corinto.
No carro com minha mãe, sentindo dores horríveis de cabeça. Afasto os cabelos das têmporas e um pequeno buraco se abre, de lá saem 2 mini lagartas, bem parecidas com aquela do País das Maravilhas!
Assustada vou pra Itapê. É festa na casa nova da Dinda, piscina no meio da sala, muitas pessoas presentes. Já é fim do fim de semana, hora de voltar pra capital. Tenho companhia na carona- Vó Maria, Tia Lila, Camilinha. Quero também levar a Vivan, faz tempo que a gente não se vê. Ligo pra ela de um telefone que ora fica mudo, ora responde... ela aparece mesmo assim, entendeu meus pensamentos.
Carro cheio, malas prontas, noite escura, chove forte. Camilinha se irrita com a minha enrolação, deveríamos ter saído à tarde. Ela surta e a vítima, claro, sou eu- ela me dá um tiro na cabeça.
domingo, 11 de abril de 2010
Espelho, espelho meu
Nem preciso escrever meu sonho aqui hoje. Depois de assistir o belíssimo Um Sonho Possível, só podia refletir no meu inconsciente a beleza de ajudar os outros... certo???
ERRADO!
Esse diário tem sido bacana por me permitir analisar o que acontece aqui dentro e não cabe, por isso vai direto pro insconsciente. E ele me revela coisas incríveis.
Hoje, mais uma vez, estive irritada, bastante impaciente e revoltada por ter que levar um senhor até a loja do meu pai, pois expliquei o caminho a ele 2 vezes e ele não conseguiu chegar. Acordei pensando que não teria coragem de botar isso no papel, mais uma vez, mais um sonho... o mesmo tipo de sentimento.
Espelha a minha alma? Essa é então a minha essência? Chatice pura?
=/
ERRADO!
Esse diário tem sido bacana por me permitir analisar o que acontece aqui dentro e não cabe, por isso vai direto pro insconsciente. E ele me revela coisas incríveis.
Hoje, mais uma vez, estive irritada, bastante impaciente e revoltada por ter que levar um senhor até a loja do meu pai, pois expliquei o caminho a ele 2 vezes e ele não conseguiu chegar. Acordei pensando que não teria coragem de botar isso no papel, mais uma vez, mais um sonho... o mesmo tipo de sentimento.
Espelha a minha alma? Essa é então a minha essência? Chatice pura?
=/
sábado, 10 de abril de 2010
Grávida?!
Uma barriga grande, dentro dela tinha uma criança. Interessante é que ela crescia e diminuia conforme o momento, mas estava sempre lá.
Ostentando um passado de, aproximadamente 7 meses, eu estava absolutamente apavorada. Uma dor constante na parte de cima daquele morro me fez lembrar que não havia feito pré-natal, o que me fez pensar que não tinha plano de saúde, e que a carência para gravidez era de 10 meses. Não havia mais tempo.
No quntal da casa da Vó Maria vendiam cães. Escolhi aquele malhadinho, que sem dúvida ficariagrande demais para o meu apartamento quando crescesse, mas não consegui resistir à velocidade do seu rabinho batendo e ao seu olhar satisfeito. Acho mesmo que foi ele quem me escolheu.
Vamos às compras, minha mãe, Biri e eu. A loja é em uma casa incrível e tudo o que pode ser comprado é vendido lá. Colares, brincos e anéis exclusivos, bancos e balanços com detalhes orientais, copos de leite e muito verde, todos os tons.
Mas o mais importante nesse lugar é aquilo que não pode ser comprado: a sensação de paz.
Ostentando um passado de, aproximadamente 7 meses, eu estava absolutamente apavorada. Uma dor constante na parte de cima daquele morro me fez lembrar que não havia feito pré-natal, o que me fez pensar que não tinha plano de saúde, e que a carência para gravidez era de 10 meses. Não havia mais tempo.
No quntal da casa da Vó Maria vendiam cães. Escolhi aquele malhadinho, que sem dúvida ficariagrande demais para o meu apartamento quando crescesse, mas não consegui resistir à velocidade do seu rabinho batendo e ao seu olhar satisfeito. Acho mesmo que foi ele quem me escolheu.
Vamos às compras, minha mãe, Biri e eu. A loja é em uma casa incrível e tudo o que pode ser comprado é vendido lá. Colares, brincos e anéis exclusivos, bancos e balanços com detalhes orientais, copos de leite e muito verde, todos os tons.
Mas o mais importante nesse lugar é aquilo que não pode ser comprado: a sensação de paz.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Do dia 9 de abril
Ladeira, festas e outras coisas
Andando em bando chegamos à frente da academia, vejo a tia Raquel e várias alunas.
Carolina está grávida de alguns poucos meses (essa notícia me vem como fofoca, ela nunca se dignaria a me contar), Maria Fernanda não pensa 2 vezes e se junta à aglomeração da qual faço parte.
Querida companheira, quantas vezes já subimos essa ladeira da Nova Itapetininga lado a lado? São 3 lances de inclinação, no mediano tinha uma casa conhecida, de uma amiga da minha amiga. Eu gosto dela também, mas não a vejo há séculos.
O grupo todo pára na calçada para assitir uma cena no mínimo curiosa que se desenrola na frente dessa casa: as meninas estão vestidas de azul e prata, idênticas, peruca, botas até os joelhos, meias-calças arrastão e cara de turma da Moranguinho.
Elas vão a uma festa à fantasia, mas essa reunião ali não é um "esquenta" tradicional, não tem vodka nem cerveja, só uma canção harmônica e engraçada que elas entoam em uníssono. Parece que essa é a fonte da alegria delas.
Seguimos em frente, vamos a uma outra festa, regada a brigadeiros e docinhos árabes. Tem brigadeiro por todos os lados, inclusive no chão. Atenção para não pisa-los.
Tem uma sessão de fotos acontecendo, as modelos são Priscila e Francine, ex- BBBs (afff). E 2 queijos onde elas dançam, e de onde escorre constantemente um fio de água para deixar o ensaio mais sexy.
Inspiração pra gente, que sobe num brinquedo conhecido como chapéu mexicano para sermos fotografadas pela Marcinha, que surge super loira platinada. Com os belos clicks que ela consegue, uma fila enorme se forma, todos querem fazer pose no tal brinquedo do parque. Sobrou pra Marcinha, ela vai ter que ficar ali por horas a fio, fotografando 1 por 1.
Encontro a Clau Furini e a Gio comendo brigadeiros. A Clau me dá um abraço, ela está indo para os EUA e essa é melhor maneira de se despedir, não é por email não... Boa sorte, nunca vou esquecer seu conselho: decisão tomada é decisão certa.
Sem sentido é encontrar o Bruno por lá, em plena tarde.
_ E o trampo, man?
_ Ah, eu dormi até agora, pior que não liguei lá, esqueci de avisar.
_ Então liga logo e diz que tá com enxaqueca. Que eu fui te acordar 3 vezes mas você nem conseguia abrir os olhos...
... O depertador já tocou há 1 hora mas sono + frio são a combinação ideal pra me manter na cama, olhos cerrados e calor humano encapsulado nesse casulo de edredon.
Andando em bando chegamos à frente da academia, vejo a tia Raquel e várias alunas.
Carolina está grávida de alguns poucos meses (essa notícia me vem como fofoca, ela nunca se dignaria a me contar), Maria Fernanda não pensa 2 vezes e se junta à aglomeração da qual faço parte.
Querida companheira, quantas vezes já subimos essa ladeira da Nova Itapetininga lado a lado? São 3 lances de inclinação, no mediano tinha uma casa conhecida, de uma amiga da minha amiga. Eu gosto dela também, mas não a vejo há séculos.
O grupo todo pára na calçada para assitir uma cena no mínimo curiosa que se desenrola na frente dessa casa: as meninas estão vestidas de azul e prata, idênticas, peruca, botas até os joelhos, meias-calças arrastão e cara de turma da Moranguinho.
Elas vão a uma festa à fantasia, mas essa reunião ali não é um "esquenta" tradicional, não tem vodka nem cerveja, só uma canção harmônica e engraçada que elas entoam em uníssono. Parece que essa é a fonte da alegria delas.
Seguimos em frente, vamos a uma outra festa, regada a brigadeiros e docinhos árabes. Tem brigadeiro por todos os lados, inclusive no chão. Atenção para não pisa-los.
Tem uma sessão de fotos acontecendo, as modelos são Priscila e Francine, ex- BBBs (afff). E 2 queijos onde elas dançam, e de onde escorre constantemente um fio de água para deixar o ensaio mais sexy.
Inspiração pra gente, que sobe num brinquedo conhecido como chapéu mexicano para sermos fotografadas pela Marcinha, que surge super loira platinada. Com os belos clicks que ela consegue, uma fila enorme se forma, todos querem fazer pose no tal brinquedo do parque. Sobrou pra Marcinha, ela vai ter que ficar ali por horas a fio, fotografando 1 por 1.
Encontro a Clau Furini e a Gio comendo brigadeiros. A Clau me dá um abraço, ela está indo para os EUA e essa é melhor maneira de se despedir, não é por email não... Boa sorte, nunca vou esquecer seu conselho: decisão tomada é decisão certa.
Sem sentido é encontrar o Bruno por lá, em plena tarde.
_ E o trampo, man?
_ Ah, eu dormi até agora, pior que não liguei lá, esqueci de avisar.
_ Então liga logo e diz que tá com enxaqueca. Que eu fui te acordar 3 vezes mas você nem conseguia abrir os olhos...
... O depertador já tocou há 1 hora mas sono + frio são a combinação ideal pra me manter na cama, olhos cerrados e calor humano encapsulado nesse casulo de edredon.
Do dia 8 de abril
Dessa vez as partes merecem títulos...
1- Andreoli
É festa na garagem da casa da Vó Maria, daquelas bem badaladas.
O Bruno, sem se importar muito com a minha presença conversa intensamente com uma desconhecida. Ela também parece não me notar, pois rouba 1 selinho dele, rouba 2, rouba 3 desses beijinhos em que os lábios se encostam num toque rápido e depois se riem.
Pra minha grande surpresa, o repórter da festa, então título deste sonho, com quem eu tratava os assuntos mais interessantes, lança a fatídica pergunta:
_ Sabe beijar de língua?
Respondo com gargalhada_ Claro que sei, pô.
O Bruno concede um olhar de aprovação e lá vou eu, pros braços do Andreoli.
2- Eu te processo
Eu e ele sob o edredon. Do nada, adentram nosso quarto 2 policiais nos acusando de contravenção, supostamente fazemos parte de um esquema bruto contra o sistema.
É, quiséramos nós. Penso até que devíamos estar engajados sim, o fato é que não haviam provas ali.
Um dos policiais me aranca da cama pelo braço direito, provocando aquela fúria insana que raramente se manifesta, mas me desconcerta por completo. Parti pra cima dele sem pensar 1/2 vez _ Vou te processar seu filho de uma puta! Você é louco!
Quarto e banheiro foram revirados até ficarem do avesso. Nada foi encontrado, embora o Bruno estivesse certo que eles iriam inventar qualquer coisa para nos incriminar depois do meu acesso de raiva.
Abri a porta para que eles saíssem imediatamente... e para minha vitória, ainda pude ouvir um quase silencioso pedido de desculpas.
3- Você não é nada!
De cima do telhado do vizinho converso com o Bruno na Cesário Mota, 430. Há muita gente por lá, é um almoço especial.
Uma qualquer, bem jovenzinha, quer conferir o que minha vida tem de melhor. Tamanha inveja me tira do sério. Ela se aproxima do Bruno, dos meus pais, minhas cachorras, minha vó, minha casa... e parece bastante empolgada.
Perco novamente o contole e a raiva atina de dentro para fora:
_ Só os meus convidados vão participar desse almoço, tudo que tenho é meu e fiz por merecer. Trabalho duro como publicitária para ganhar meu dinheiro e tenho o direito de escolher quem faz parte de mim_ digo aos berros com o dedo indicador apontado na sua cara.
E ela tenta então se defender:
_ Eu sou veterinária...
Interrompo!
_ Calaboca! Você não está nem no 2º ano da faculdade, é só uma estudante. Você não é nada!
...E ponto, e pronto.
Crueldade à flor da pele nessa madrugada.
1- Andreoli
É festa na garagem da casa da Vó Maria, daquelas bem badaladas.
O Bruno, sem se importar muito com a minha presença conversa intensamente com uma desconhecida. Ela também parece não me notar, pois rouba 1 selinho dele, rouba 2, rouba 3 desses beijinhos em que os lábios se encostam num toque rápido e depois se riem.
Pra minha grande surpresa, o repórter da festa, então título deste sonho, com quem eu tratava os assuntos mais interessantes, lança a fatídica pergunta:
_ Sabe beijar de língua?
Respondo com gargalhada_ Claro que sei, pô.
O Bruno concede um olhar de aprovação e lá vou eu, pros braços do Andreoli.
2- Eu te processo
Eu e ele sob o edredon. Do nada, adentram nosso quarto 2 policiais nos acusando de contravenção, supostamente fazemos parte de um esquema bruto contra o sistema.
É, quiséramos nós. Penso até que devíamos estar engajados sim, o fato é que não haviam provas ali.
Um dos policiais me aranca da cama pelo braço direito, provocando aquela fúria insana que raramente se manifesta, mas me desconcerta por completo. Parti pra cima dele sem pensar 1/2 vez _ Vou te processar seu filho de uma puta! Você é louco!
Quarto e banheiro foram revirados até ficarem do avesso. Nada foi encontrado, embora o Bruno estivesse certo que eles iriam inventar qualquer coisa para nos incriminar depois do meu acesso de raiva.
Abri a porta para que eles saíssem imediatamente... e para minha vitória, ainda pude ouvir um quase silencioso pedido de desculpas.
3- Você não é nada!
De cima do telhado do vizinho converso com o Bruno na Cesário Mota, 430. Há muita gente por lá, é um almoço especial.
Uma qualquer, bem jovenzinha, quer conferir o que minha vida tem de melhor. Tamanha inveja me tira do sério. Ela se aproxima do Bruno, dos meus pais, minhas cachorras, minha vó, minha casa... e parece bastante empolgada.
Perco novamente o contole e a raiva atina de dentro para fora:
_ Só os meus convidados vão participar desse almoço, tudo que tenho é meu e fiz por merecer. Trabalho duro como publicitária para ganhar meu dinheiro e tenho o direito de escolher quem faz parte de mim_ digo aos berros com o dedo indicador apontado na sua cara.
E ela tenta então se defender:
_ Eu sou veterinária...
Interrompo!
_ Calaboca! Você não está nem no 2º ano da faculdade, é só uma estudante. Você não é nada!
...E ponto, e pronto.
Crueldade à flor da pele nessa madrugada.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Wonderland
Ontem foi noite de Alice. Como já previa, esse filme ainda iria me proporcionar aventuras muito loucas no meu próprio País das Maravilhas. Ou seria minha Terra do Nunca?
Também fiquei mini-me através "dum" drink me. E tudo parecia tão grandioso.
Não sei dizer se eu era pequena mesmo ou se simplesmente o caminho a percorrer é que era grande demais. Sei que nunca cheguei ao fim daquela marginal itapetiningana.
Essas invencionices malucas do Lewis Carrol me fazem pensar o quanto é fundamental acreditar no impossível. Além de filosofia de vida, é uma forma de esperança =)
Também fiquei mini-me através "dum" drink me. E tudo parecia tão grandioso.
Não sei dizer se eu era pequena mesmo ou se simplesmente o caminho a percorrer é que era grande demais. Sei que nunca cheguei ao fim daquela marginal itapetiningana.
Essas invencionices malucas do Lewis Carrol me fazem pensar o quanto é fundamental acreditar no impossível. Além de filosofia de vida, é uma forma de esperança =)
terça-feira, 6 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Do dia 4 de abril
Noite cheia...
1º- Leio um pedaço de papel que descubro ser algo parecido com isso- um relato de coisas que acontecem em outras dimensões. E ali se revela um passado que eu não esperava conhecer, pois no fim, a separação deles culminava na nossa volta.
Ele disse que a amava. Ela retribuiu o sentimento.
Não me lembro quem era ela, só posso afirmar que era meu avesso: morena com curtos cabelos negros. E ele a amou.
2º- Mackenzie. Palco de anos de emoções diversas.
Lá estamos novamente reunidos: Mari, Escobar, Gersão, Presidente e eu.
Vamos sair pelo porão, alguém sugere. Todos acatamos a ideia com animação, sempre soubemos da existência desse local mas nunca fomos até lá de fato.
A grande surpresa é que, embora iluminado, esse porão é um imenso labirinto de muros e escadas intermináveis. Procuramos uma saída a noite toda, encontramos vários desconhecidos, uns dispostos a ajudar, outros, nem tanto (queriam nos denunciar): You're not supposed to be here.
Surge uma encruzilhada. Descer os degraus que levam até uma parede alta ou subir outros, que levam ao breu? Eu queria ir pelo caminho mais sombrio, mas a maioria me venceu, o melhor é enxergar por onde se anda. Ao alcançar a enorme parede, decidimos transpor o obstaculo um de cada vez. Fui a última e, ao chegar em cima do muro, não havia mais ninguém me esperando do outro lado.
Sozinha, perdida no labirinto de degraus, me vejo a muitos metros do chão. Há uma corda, mas para usá-la preciso aplicar força descomunal sobre meus ombros e braços. Acredito que sou capaz, então sigo em frente. Imediatamente me vem uma revelação: se tivesse seguido pelo caminho escuro, já teria encontrado uma saída.
Me deparo com rostos desconhecidos e amistosos, que me levam até um açude raso, o local de saída dos funcionários esquecidos pelo mundo, onde só uma grade me separa da rua.
Estou livre agora, mas essa cidade é estupidamente estranha. Desconheço os arredores onde vivi por tantos anos.
3º- Ainda e novamente perdida. Mas dessa vez em outra cidade.
Estou dirigindo um carro, na companhia de duas amigas.
Embora não saiba onde estou, sei que já me perdi por ali antes. Vejo lojas e casas que me parecem estranhamente familiares.
Paro pra pagar uma conta, dívida em 5 prestações de R$ 77,00. A vendedora me pergunta se me pagaram a agenda que levei mês passado, que custava R$ 43,00. Não consegui me lembrar se recebi essa quantia, só queria ir embora dali pra evitar mais gastos sem controle, mas as meninas já tinham entrado na loja pra comprar e comprar e comprar...
Eu só queria partir logo pra um lugar conhecido. Só assim eu poderia me encontrar.
... O interfone me desperta, já são 10:30.
1º- Leio um pedaço de papel que descubro ser algo parecido com isso- um relato de coisas que acontecem em outras dimensões. E ali se revela um passado que eu não esperava conhecer, pois no fim, a separação deles culminava na nossa volta.
Ele disse que a amava. Ela retribuiu o sentimento.
Não me lembro quem era ela, só posso afirmar que era meu avesso: morena com curtos cabelos negros. E ele a amou.
2º- Mackenzie. Palco de anos de emoções diversas.
Lá estamos novamente reunidos: Mari, Escobar, Gersão, Presidente e eu.
Vamos sair pelo porão, alguém sugere. Todos acatamos a ideia com animação, sempre soubemos da existência desse local mas nunca fomos até lá de fato.
A grande surpresa é que, embora iluminado, esse porão é um imenso labirinto de muros e escadas intermináveis. Procuramos uma saída a noite toda, encontramos vários desconhecidos, uns dispostos a ajudar, outros, nem tanto (queriam nos denunciar): You're not supposed to be here.
Surge uma encruzilhada. Descer os degraus que levam até uma parede alta ou subir outros, que levam ao breu? Eu queria ir pelo caminho mais sombrio, mas a maioria me venceu, o melhor é enxergar por onde se anda. Ao alcançar a enorme parede, decidimos transpor o obstaculo um de cada vez. Fui a última e, ao chegar em cima do muro, não havia mais ninguém me esperando do outro lado.
Sozinha, perdida no labirinto de degraus, me vejo a muitos metros do chão. Há uma corda, mas para usá-la preciso aplicar força descomunal sobre meus ombros e braços. Acredito que sou capaz, então sigo em frente. Imediatamente me vem uma revelação: se tivesse seguido pelo caminho escuro, já teria encontrado uma saída.
Me deparo com rostos desconhecidos e amistosos, que me levam até um açude raso, o local de saída dos funcionários esquecidos pelo mundo, onde só uma grade me separa da rua.
Estou livre agora, mas essa cidade é estupidamente estranha. Desconheço os arredores onde vivi por tantos anos.
3º- Ainda e novamente perdida. Mas dessa vez em outra cidade.
Estou dirigindo um carro, na companhia de duas amigas.
Embora não saiba onde estou, sei que já me perdi por ali antes. Vejo lojas e casas que me parecem estranhamente familiares.
Paro pra pagar uma conta, dívida em 5 prestações de R$ 77,00. A vendedora me pergunta se me pagaram a agenda que levei mês passado, que custava R$ 43,00. Não consegui me lembrar se recebi essa quantia, só queria ir embora dali pra evitar mais gastos sem controle, mas as meninas já tinham entrado na loja pra comprar e comprar e comprar...
Eu só queria partir logo pra um lugar conhecido. Só assim eu poderia me encontrar.
... O interfone me desperta, já são 10:30.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Do dia 1º abril
A vontade contida, tão desenfreada que era, é forte demais, se manifesta com preço e tudo: PROMOÇÃO estava escrito na porta da loja.
R$ 16,95 por um sapato vermelho queimado, a cara da Cidinha.
_ Moça, vou levar.
Ela avisa que o valor está errado. O correto é R$ 5,00...
- Me vê 2 pares então!
Não mais que de repente sou substituta de atriz de uma novela tosca de roteiro atrapalhado. De jeans na piscina almoço com o suposto affair e sua namorada. E não pára por aí: tem até beijo embaixo da água. Mas atriz mirim que sou não concretizo a cena e saio correndo pra cobrar o cara que cobriu minhas poltronas e ainda não me posicionou sobre os eventuais furos.
Vida real atrapalhando sonho.
Hora de cuidar dos problemas de novo...
R$ 16,95 por um sapato vermelho queimado, a cara da Cidinha.
_ Moça, vou levar.
Ela avisa que o valor está errado. O correto é R$ 5,00...
- Me vê 2 pares então!
Não mais que de repente sou substituta de atriz de uma novela tosca de roteiro atrapalhado. De jeans na piscina almoço com o suposto affair e sua namorada. E não pára por aí: tem até beijo embaixo da água. Mas atriz mirim que sou não concretizo a cena e saio correndo pra cobrar o cara que cobriu minhas poltronas e ainda não me posicionou sobre os eventuais furos.
Vida real atrapalhando sonho.
Hora de cuidar dos problemas de novo...
Do dia 31 de março
_ Olha só, disse-me o tio Edu transformando imediatamente o ambiente em luz e fazendo com que eu fosse invadida por uma espécie desconhecida e tão súbita de bem estar_ Serei eu a reencarnar no seu filho. E vou esperar o quanto for preciso, 1 ano, ou 3, ou 10. Quando chegar a hora, estrei pronto para estar com vocês de novo.
Acordei e não pude me conter. Tinha que roubar uns minutos de trabalho pra ler a excelente matéria sobre Chico Xavier na Super.
Acordei e não pude me conter. Tinha que roubar uns minutos de trabalho pra ler a excelente matéria sobre Chico Xavier na Super.
Há tempos tive um sonho...
A noite invade sala, quarto e minha metade que repousa num respirar constante e cheio de vida. Ele deve sonhar todo tipo de barbaridade mas amanhã ele não lembrará suas desventuras oníricas. Seus filtros ainda (ou enfim) são bastante eficientes.
Os meus não. Nunca foram. Ainda bem.
Enquanto escuto o suave ronronar, aqui dentro, incessante e incansavelmente, tamborilam mil pensamentos. Tenho andado viva demais; choro e rio aos montes; perco o controle e encontro tantas possibilidades; inspiro e trago feito fumaça informação demais. Engasgo?
Enquanto a TV insiste em me atrair, me dedico à leitura, que redescoberta vira hábito. Faço a cuca trabalhar contínua (mente) e da forma mais saborosa: misturo conhecimento e curiosade.
Aqui e acolá revisito sensações e conheço novas formas de expressão. Cabeça a milhão, coração a bilhão, alma... enriquecida.
O tal do pensar não deixa minha imaginação em estado de latência; me faz engolir as notícias e as estrelas, que são só aperitivo pro que vem a seguir e pelo que anseio tanto.
Quando chegar o momento desta metade inquieta fechar olhos e boca, a mente irá proporcionar verdadeiras surpresas embrulhadas em caixinhas: roupas coloridas para travestir a alma e sabores inusitados que vazam como água, gota a gota, pelos filtros desse (in) consciente só para relembrar e inventar essências. Só para me redescobrir em sonho.
Lá vou eu.
Os meus não. Nunca foram. Ainda bem.
Enquanto escuto o suave ronronar, aqui dentro, incessante e incansavelmente, tamborilam mil pensamentos. Tenho andado viva demais; choro e rio aos montes; perco o controle e encontro tantas possibilidades; inspiro e trago feito fumaça informação demais. Engasgo?
Enquanto a TV insiste em me atrair, me dedico à leitura, que redescoberta vira hábito. Faço a cuca trabalhar contínua (mente) e da forma mais saborosa: misturo conhecimento e curiosade.
Aqui e acolá revisito sensações e conheço novas formas de expressão. Cabeça a milhão, coração a bilhão, alma... enriquecida.
O tal do pensar não deixa minha imaginação em estado de latência; me faz engolir as notícias e as estrelas, que são só aperitivo pro que vem a seguir e pelo que anseio tanto.
Quando chegar o momento desta metade inquieta fechar olhos e boca, a mente irá proporcionar verdadeiras surpresas embrulhadas em caixinhas: roupas coloridas para travestir a alma e sabores inusitados que vazam como água, gota a gota, pelos filtros desse (in) consciente só para relembrar e inventar essências. Só para me redescobrir em sonho.
Lá vou eu.
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