Dessa vez as partes merecem títulos...
1- Andreoli
É festa na garagem da casa da Vó Maria, daquelas bem badaladas.
O Bruno, sem se importar muito com a minha presença conversa intensamente com uma desconhecida. Ela também parece não me notar, pois rouba 1 selinho dele, rouba 2, rouba 3 desses beijinhos em que os lábios se encostam num toque rápido e depois se riem.
Pra minha grande surpresa, o repórter da festa, então título deste sonho, com quem eu tratava os assuntos mais interessantes, lança a fatídica pergunta:
_ Sabe beijar de língua?
Respondo com gargalhada_ Claro que sei, pô.
O Bruno concede um olhar de aprovação e lá vou eu, pros braços do Andreoli.
2- Eu te processo
Eu e ele sob o edredon. Do nada, adentram nosso quarto 2 policiais nos acusando de contravenção, supostamente fazemos parte de um esquema bruto contra o sistema.
É, quiséramos nós. Penso até que devíamos estar engajados sim, o fato é que não haviam provas ali.
Um dos policiais me aranca da cama pelo braço direito, provocando aquela fúria insana que raramente se manifesta, mas me desconcerta por completo. Parti pra cima dele sem pensar 1/2 vez _ Vou te processar seu filho de uma puta! Você é louco!
Quarto e banheiro foram revirados até ficarem do avesso. Nada foi encontrado, embora o Bruno estivesse certo que eles iriam inventar qualquer coisa para nos incriminar depois do meu acesso de raiva.
Abri a porta para que eles saíssem imediatamente... e para minha vitória, ainda pude ouvir um quase silencioso pedido de desculpas.
3- Você não é nada!
De cima do telhado do vizinho converso com o Bruno na Cesário Mota, 430. Há muita gente por lá, é um almoço especial.
Uma qualquer, bem jovenzinha, quer conferir o que minha vida tem de melhor. Tamanha inveja me tira do sério. Ela se aproxima do Bruno, dos meus pais, minhas cachorras, minha vó, minha casa... e parece bastante empolgada.
Perco novamente o contole e a raiva atina de dentro para fora:
_ Só os meus convidados vão participar desse almoço, tudo que tenho é meu e fiz por merecer. Trabalho duro como publicitária para ganhar meu dinheiro e tenho o direito de escolher quem faz parte de mim_ digo aos berros com o dedo indicador apontado na sua cara.
E ela tenta então se defender:
_ Eu sou veterinária...
Interrompo!
_ Calaboca! Você não está nem no 2º ano da faculdade, é só uma estudante. Você não é nada!
...E ponto, e pronto.
Crueldade à flor da pele nessa madrugada.
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