quarta-feira, 21 de abril de 2010

Do dia 16 de abril

Numa estrada de terra eu passo de carro e vejo uma menina estranha parada no acostamento. Parece uma pobre menina desequilibrada.
Paro para ver se está tudo bem e antes que eu consiga abrir a porta ou o vidro, ela começa a chutar e emurrar tudo o que vê pela frente, inclusive o Corsinha. E grita!
A menina tem traços indígenas, cabelos longos e negros e usa um vestido vermelho. Qual o porquê de tanta agressividade?

Dou meia volta sem coragem de seguir em frente sozinha. Horas depois volto pelo mesmo caminho acompanhada por meu pai e minha mãe. Agora chove forte, mas ela ainda está lá, parada como um poste. Dessa vez ela não se move, não grita e nem se exalta. Só fica observando da beira da estrada.

Quilometros depois chegamos a uma antiga e belíssima casa de campo. Móveis do século XIX e pesadas cortinas compõem a decoração primorosa. A luz entra pelas janelas coloniais, perfeita para as fotos do catálogo.
Uso jeans e uma linda camisa marrom, tem pessoas espalhadas por todos os cômodos, esperando para serem fotografadas pelo meu pai, que segue pacientemente um roteiro.


Então estamos em uma praia. O Bruno vai para a cidade vizinha encontrar os amigos, eu fico sentada, admirando o mar de cima de uma plataforma.
Vejo uma sombra, 2...3...logo são várias. As baleias estão mesmo animadas! Saltam e jogam pelo ar jatos de água. Caiçaras se juntam a elas naquela água cristalina e começam uma elaborada e sincronizada coreografia. Logo a plateia é grande e os aplausos são ouvidos de muito longe. Um verdadeiro espetáculo.

Encontro a Vivian, a Carol Demarch e a Pri. A Carol, egoísta, me mostra que tem 2 pares de luvas, enquanto eu não tenho mais nenhum. Ela vai tomar banho e não demora nada para comentarmos sobre sua atitude. O banheiro é ali do lado, ela ouve nossos comentários e solta uma bronca direcionada.

Logo depois o Bru e o Tessa chegam, bem doidões. O Bruno diz que experimentaram umas coisas diferentes... drogas alucinógenas, na certa. Não me desgasto ficando brava, só questiono como o Tessa permitiu que ele ficasse nesse estado...ele nem consegue me responder.

Volto então para as baleias. assim ocupo melhor o meu tempo.

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