Tivemos que entregar o apartamento e não tínhamos mais para onde ir. Não havia imóveis para locação e nos mudamos então para a casa da secretária da minha chefe, a Aline.
A casa era bem simples, mas tinha 4 portas que davam para a rua. E nenhuma delas tinha tranca, embora o bairro tivesse alto índice de criminalidade. Eu chegava do trabalho e ficava sozinha por horas, neurótica, de porta em porta. Obsessiva.
Dormíamos no chão, comíamos os restos e éramos tratados como não se deve tratar nenhum ser vivo. O pai da Aline era escrotíssimo, não perdia oportunidade de nos xingar e descia o verbo em todos ali sempre que estava alcoolizado - Leia-se a todo momento.
Não suportei aquela situação e numa madrugada fria, de repente, mais que sugeri, intimei o Bruno a fugirmos pelo portão da frente. Assim fizemos, com a ajuda do irmão da Aline.
Pedi meu emprego antigo de volta para a Lilian, que me recebeu de braços abertos. Liguei para a Jacaré me desculpando por deixa-la na mão, mas expliquei meus motivos e ela entendeu que a situação era insustentável.
No final de semana estou em Itape, na Cesário Mota, 430. Toca a campainha, as meninas, enlouquecidas, saem para a rua assim que abro a porta. Niki, Kittry e Bibiana.
Já na soleira da porta, em pé, está o pai da Aline, o homem inescrupuloso, tentando me convencer que eu tinha me precipitado e que tudo seria diferente, que eu não deveria te-lo levado a mal e não queria que meus pais tivessem uma imagem errada dele.
_ Tarde demais_ eu disse. Mesmo que você tenha dirigido sua velha Brasília branca de Maringá até aqui não há mais como mudar o que aconteceu.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Mais uma festa (Do dia 21 de abril)
É como diz o título, mais uma festa.
Os amigos estão presentes, Bru, Máfer, Zé, Cainho, Patrícia Bette, Pri, Daniel e Gabriel.
Me lembro de um corredor escuro com pesadas portas de madeira, de uma piscina deliciosa e da bebedeira que rolava.
Lembro também que, em conversas particulares, eu dava conselhos bastante sábios aos amigos.
E lembro que o Daniel era professor de história.
Os amigos estão presentes, Bru, Máfer, Zé, Cainho, Patrícia Bette, Pri, Daniel e Gabriel.
Me lembro de um corredor escuro com pesadas portas de madeira, de uma piscina deliciosa e da bebedeira que rolava.
Lembro também que, em conversas particulares, eu dava conselhos bastante sábios aos amigos.
E lembro que o Daniel era professor de história.
Do dia 20 de abril
É casamento do Nando e da Núbia na garagem da Dona Leila.
Eu usava uma calça de moletom cinza, queria ir pra casa pra trocar de roupa, mas todos ali usavam jeans.
Minha mãe, totalmente sem noção, disse para a noiva que ela estava muito barriguda, como teria coragem de casar assim?
Depois disso a Núbia só chorava, não queria mais casar.
O Bruno estacionou na rampa e entramos na loja de animais. Ele me deu de presente uma yorkshire linda. O preço dela, R$ 190,00. O Bru entregou R$ 200 mas eles voltaram o troco errado, R$ 70,00.
Não gostei da cara da loja e nem da cara dos donos dela. Pra todo lado que eu olhava eu via uma caminha de cachorro vazia, com uma espécie de lápide para cada animal que já tinha morrido. E todos tinham morrido bastante jovens.
Eu usava uma calça de moletom cinza, queria ir pra casa pra trocar de roupa, mas todos ali usavam jeans.
Minha mãe, totalmente sem noção, disse para a noiva que ela estava muito barriguda, como teria coragem de casar assim?
Depois disso a Núbia só chorava, não queria mais casar.
O Bruno estacionou na rampa e entramos na loja de animais. Ele me deu de presente uma yorkshire linda. O preço dela, R$ 190,00. O Bru entregou R$ 200 mas eles voltaram o troco errado, R$ 70,00.
Não gostei da cara da loja e nem da cara dos donos dela. Pra todo lado que eu olhava eu via uma caminha de cachorro vazia, com uma espécie de lápide para cada animal que já tinha morrido. E todos tinham morrido bastante jovens.
Do dia 19 de abril
Uma Editora Abril de proporções gigantescas. E a tradicional feirinha rolando térreo. Só que dessa vez era uma feirona.
Roupas, colchões, lençóis, jeans, bolsas, toalhas, sapatos... tudo estava à venda.
Eu já estava no caixa com 1 jaqueta marrom, 2 cintos e 1 bolsa. Conta final: R$ 409,00. Tenho que deixar alguma coisa, não tenho dinheiro pra tudo isso. Tiro a bolsa, menos R$ 209,00 e quando percebo, saí da loja com a jaqueta por baixo de outra blusa que estava vestindo e só paguei pelos 2 cintos. Roubei, mas não foi na maldade. Mesmo.
Encontro Paula, Bruna e meus pais no carro. Vamos rumo a uma mansão onde acontece uma festa. No caminho, conforme vamos conversando, percebemos que para cada frase pronunciada ali revela uma verdade inconveniente. Nisso, a Paula descobre coisas sobre seu namorado e fica bem chateada. Mas logo logo ela estará bem longe dele.
De repente somos eu e o Bru seguindo para a festa. Ao chegarmos nos deparamos com tanta gente...Mariana e Danilo ainda de pijamas, pelo visto o pessoal está ali desde o dia anterior. Biri, Máfer, Carol, Kiese, Zé Eduardo, Carol Villas Boas...é tanta turma diferente que não tem como não se sentir em casa.
O lugar é absolutamente encantado. A casa, enorme, construída num formato inusitado, tem altíssimas paredes cor de cimento queimado onde o concreto desenha cantos arredondados. Suas altas e majestosas paredes abrigam janelas e portas abertas para receber o ar puro do campo. Há sacadas por toda a volta do 1º andar e colunas definem os limites da sala de jantar externa, onde uma mesa comprida e pesada convida para um bate papo entre muitos amigos.
Em volta das colunas crescem trepadeiras de várias espécies. Flores brancas, amarelas e laranjas. À frente, um lago com patos e patinhos, e em todos os lugares, muitas borboletas.
É simplesmente o lugar dos meus sonhos.
Roupas, colchões, lençóis, jeans, bolsas, toalhas, sapatos... tudo estava à venda.
Eu já estava no caixa com 1 jaqueta marrom, 2 cintos e 1 bolsa. Conta final: R$ 409,00. Tenho que deixar alguma coisa, não tenho dinheiro pra tudo isso. Tiro a bolsa, menos R$ 209,00 e quando percebo, saí da loja com a jaqueta por baixo de outra blusa que estava vestindo e só paguei pelos 2 cintos. Roubei, mas não foi na maldade. Mesmo.
Encontro Paula, Bruna e meus pais no carro. Vamos rumo a uma mansão onde acontece uma festa. No caminho, conforme vamos conversando, percebemos que para cada frase pronunciada ali revela uma verdade inconveniente. Nisso, a Paula descobre coisas sobre seu namorado e fica bem chateada. Mas logo logo ela estará bem longe dele.
De repente somos eu e o Bru seguindo para a festa. Ao chegarmos nos deparamos com tanta gente...Mariana e Danilo ainda de pijamas, pelo visto o pessoal está ali desde o dia anterior. Biri, Máfer, Carol, Kiese, Zé Eduardo, Carol Villas Boas...é tanta turma diferente que não tem como não se sentir em casa.
O lugar é absolutamente encantado. A casa, enorme, construída num formato inusitado, tem altíssimas paredes cor de cimento queimado onde o concreto desenha cantos arredondados. Suas altas e majestosas paredes abrigam janelas e portas abertas para receber o ar puro do campo. Há sacadas por toda a volta do 1º andar e colunas definem os limites da sala de jantar externa, onde uma mesa comprida e pesada convida para um bate papo entre muitos amigos.
Em volta das colunas crescem trepadeiras de várias espécies. Flores brancas, amarelas e laranjas. À frente, um lago com patos e patinhos, e em todos os lugares, muitas borboletas.
É simplesmente o lugar dos meus sonhos.
Feito tatuagem (do dia 17 de abril)
O Bru, completamente sem noção, pede para o tatuador fazer uma tatuagem enorme nas suas mãos.
_ Mas você é dentista!
_ E por que você não disse antes?_ Retruca ele em frente a pia, já esfregando freneticamente as mãos com bombril para que a tattoo recém começada se apagasse.
Ele decide então fazer na perna. De tão cansada, adormeço, quando dou por mim, a tattoo já está pronta.
Não existe contorno nem cor, parece mesmo uma cicatriz em forma de um estranho desenho que se completa ao unir as 2 pernas. Parece um lutador japonês.
_ Mas você é dentista!
_ E por que você não disse antes?_ Retruca ele em frente a pia, já esfregando freneticamente as mãos com bombril para que a tattoo recém começada se apagasse.
Ele decide então fazer na perna. De tão cansada, adormeço, quando dou por mim, a tattoo já está pronta.
Não existe contorno nem cor, parece mesmo uma cicatriz em forma de um estranho desenho que se completa ao unir as 2 pernas. Parece um lutador japonês.
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