Acho que devia parar de falar sozinha. Ando descuidada do linguajar e quando percebo já travei uma guerra comigo mesma.
É a velha mania de me devorar que ainda me consome. Acho que não consigo resistir aos meus ímpetos de paixão. Paixão de dois gumes, que transcende e aprisiona, que purifica a alma e escraviza o corpo, que move céus e finca na terra aquilo que eu tento assassinar todos os dias... e revivo em mim depois de uma noite se sonhos.
Melhor eu ficar longe de mim.
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